A Equipe Soliarte esteve visitando a HobbyArt ontem (quinta-feira 29/3/2007). Logo na chegada nos assustamos, pois não tinham filas longas como nas últimas edições desta Feira, que neste ano ocorreu no Centro de Exposições do Hotel Transamérica, zonal Sul de São Paulo.
Acreditamos que esteja havendo um desvio nas grandes feiras de material para artesanato do Brasil. Falta uma definição objetiva da finalidade da feira:
- Feira livre para comércio, com participação de várias lojas varejistas, como a atual Hobbyart e Mega Artesanal (com inserção de algumas empresas fabricantes, que apresentam produtos e novidades para Lojistas);
- Feira para lojistas, baseado nas feiras realizadas em vários países e como era a antiga feira Hobbyart.
Em nossa modesta opinião, deveríamos seguir o modelo das grandes feiras realizadas exclusivamente para Lojistas: como as de artesanato no exterior e feiras de grande movimentação financeira como as Gifts, Feicom, a Revistir (que cresce a cada edição), etc.
O caminho é esse, ou seja, os fabricantes de produtos básicos para artesanato apresentando seus produtos e novidades para o setor. Os lojistas, com apoio dos fabricantes, apresentariam em seus pontos de venda as novidades para os artesãos e hobistas. Não se deve procurar o lucro imediato e sim fazer com que a cadeia produtiva e de varejo funcione como uma sinfonia. O valor gasto pelas empresas para participar em feiras é investimento.
Uma análise fria da feira, mostra uma grande presença de varejistas e poucos fabricantes, como a Tigre ofecendo seus novos pincéis e toda uma equipe de venda corporativa esperando pelos lojistas, que já não estão comparecendo em grande número nessas feiras (não vale a pena os gastos de locomoção para visitar pouquíssimos produtores).
Mais uma vez, destaque para os produtos em madeira de Santa Catarina , onde a criação não tem limites, sejam peças cortadas a laser e muitas padronagens para pintura.
Outra novidade interessante, foi trazida pelo incansável Antonio de Florianópolis (especializado na área de Tecelagem manual) que foi a Roca de Cordões, que pretendemos revender em breve na Soliarte.
Afora a venda de produtos no varejo, é muito interessante observar a procura por novidades pelos artesãos e principalmente hobbistas (que poderia ocorrer nos pontos de venda varejo – lojistas do setor).














