Pensei em ter um Blog específico para este assunto e como já temos este espaço, vou utilizá-lo de vez em quando. Comecei a falar alguma coisa em novembro de 2006, neste mesmo espaço, numa referência ao Prof. José Pacheco da Escola da Ponte, de Portugal para o mundo.
Diz Pacheco: “Na Ponte, houve o bom senso de não adoptar um só modelo, de aplicar uma só teoria. Não somos “fundamentalistas”. A nossa proposta vai beber em múltiplos contributos de muitos pedagogos e correntes. O que fizemos foi adaptar esses contributos ao espaço e ao tempo que é nosso. Consideramos que diferenciar é admitir que cada ser humano é único e irrepetível, e que (como diria Comenius) é um exercício inútil pretender ensinar todos como se de um só se tratasse.”
Não preciso nem comentar sobre a visão de futuro do Prof. Pacheco.
Inicialmente gostaria de fazes um comparativo entre o comércio e o ensino, muito importante para nós professores. No comércio o cliente sempre tem razão, sem cliente não existe comércio. O lojista tem que tratar o cliente como uma jóia rara. E o professor com o aluno? Quando fiquei por 6 meses (trabalhei com informática e não consegui dar muitas aulas) dando aula no cirquinho lá na Zona Nor-te já comentava com alguns professores sobre que os alunos são nossos clientes e muito importantes, que se eles fossem embora para quem daríamos aula ? E o nosso emprego ? Por sinal fiquei muito contente no sábado passado, quando encontrei um aluno trabalhando lá no Supermercado Andorinha.
Outro ponto a ser considerado é sobre sermos Pais e nossa responsabilidade. Isso me leva a lembrar do meu pai, o saudoso Prof. João Lima, fã incondicional do Cid Gueli (lembra? do Anglo, grande amigo do meu pai). Para mim, meu pai foi um mestre e creio que também para seus alunos. Nós Pais somos o exemplo vivo para nossos filhos, não o que falamos, mas o que somos em essência.
Interessante que me levou a aprender muita coisa com o futebol. Quando foi presidente da Sãoma-nuelense me levava a alguns jogos e treinos (um deles fazendo a preliminar de um Santos e Noroeste, em Bauru, onde eu sentei no banco de reservas com o meu Pai). Para ele, o Rivelino foi melhor que o Pelé. Lembrei agora daquele tempo e uma foto que o meu Pai guardava com carinho do DiSantis (fez Contabilidade comigo e tem um jornal até hoje lá em São Manuel) com o Thales quando ele jogava na Ferroviária de Araraquara (fomos assistir ao jogo com o Santos). Lembro que às vezes eu conversava com o Thales (antes dele ir para o Corinthians e depois camisa 8 da Seleção). Quanto tempo. Outro dia estive em São Manuel e na Barra rapidinho, não deu para ver muita gente.
Tudo para dizer que um técnico de futebol nos dá uma lição. Ele consegue fazer com que 11 jogadores se integrem (sempre tem 2 ou 3 fracos) e formem uma Equipe compacta, integrada onde conseguem chegar à vitória. Hoje em dia, num jogo de futebol o técnico fica no gra-mado ao lado dos jogadores formando um conjunto perfeito(tirando os palavrões).
No ensino, temos que fazer a mesma coisa, formar um conjunto para todos aprenderem a matéria e como diz o Prof, Pacheco ” é um exercício inútil pretender ensinar todos como se de um só se tratasse”. No futebol confirmamos isso. O mais fraco tem que ser melhor treinado e o craque integrado.







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