A beleza da proíbida Papoula

 

A interpretação da Professora Andressa Tasso para o papel da Litoarte: As Papoulas.

 

 

 

 

A morfina é uma substância extraída do ópio e recebeu esse nome em memória do deus grego do sono, Morfeu. Um dos analgésicos mais ativos que existem, tem importante aplicação médica no controle de dores muito fortes, em casos de doenças graves, como câncer ou traumas violentos provocados por acidentes.

Em 1973, cientistas descobriram que a morfina atuava em pontos específicos do encéfalo, na medula espinhal e em outras terminações nervosas.

 

 

 

 

 

Você sabia que as maiores plantações das proíbidas Papoulas são no Afeganistão?

 

 

Relato que colhi nas páginas do UOL:

“Em 2011, a conflituosa província de Helmand, no sul, continuará sendo a maior produtora de ópio, embora os especialistas da ONU afirmem que o aumento dos preços da papoula está desestimulando os camponeses a cultivá-la.

Outras províncias devem registrar um aumento moderado do cultivo de ópio, enquanto em Herat se prevê que haja uma forte alta.

O UNODC prevê que duas províncias declaradas livres de ópio voltarão a cultivar papoula em 2011.

O escritório da ONU manifestou recentemente sua preocupação com os altos preços do ópio, que subiram 164% em 2010, pois poderiam estimular os camponeses a cultivar papoulas.”

As montanhas Hindu Kush são um território infernal para os soldados estrangeiros, mas protegem os plantadores de papoula e os traficantes. Rotas de comércio ilícito levam o ópio à Russia e à Europa. Com 1,5 milhão de usuários, a Rússia é o maior consumidor mundial de heroína.

 

 

Mais informações:

Existem várias espécies de papoula que não produzem o ópio e apenas duas que o produzem. As não produtoras de ópio são plantadas como ornamentais, para a produção de flores e sementes. As sementes maduras, depois de torradas, são muito apreciadas como condimento em pães, isoladamente ou em mistura com as sementes de gergelim ou de girassol. As duas espécies, Papaver somniferum e Papaver bacteatrum produzem látex branco em todas as partes da planta. O ópio é extraído do látex obtido de cápsulas (frutos) que não atingiram a maturação e contém cerca de 25 alcalóides. Desses, o mais importante é a morfina, presente até 20% no ópio. Do ópio, obtém-se ainda a heroína.
A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos – os sumérios já a utilizavam para combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter o sumo. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças com infusões obtidas a partir da papoula.

Por volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de efeito muito intenso: era a morfina. O ópio e a morfina atuam como depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na fórmula da morfina. Todos os alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares.