As Alpargatas (L’espadrille) podem se découpadas…

As Alpargatas são consideradas com um Símbolo Catalão (Região de Barcelona e França após Andorra – Pirineus). Já passou por várias situações de crises e sucessos. Mas continua sendo produzida e tem consumo. Existem Lojas no Brasil, Uruguai e até em Paris.

As cidades de Mauléon-Licharre e Lamanere (Pyrénées-Orientales) representam a origem e onde se fabrica em maior quantidade as conhecidas L’espadrilles.

Em Saint Laurent de Cerdans tem a LES TOILES DU SOLEIL que produz tecidos para a utilização em Alpargatas.

A alpargata produzida artesanalmente, tem alma e sentimento próprio que remontam os idos de 1900, tendo como matéria prima principal o cânhamo e a juta, além da utilização de mais de 10 tipos de solados com alturas e formatos diferentes; preservando assim a leveza, a naturalidade e o conforto do produto.


Encordoado e remontado manualmente, para depois receber o cabedal e demais acessórios, é um calçado incomparável em sua originalidade, graça e beleza.

Em algumas cidades como Mauléon-Licharre existem feiras específicas para  a divulgação das alpargatas (entre elas as découpadas).

No Brasil a mais conhecida é a Cervera que produz suas alpargatas e até outros tipos de calçados.

 

Karina Zanelli Biscuit

A artesã Karina Zanelli, da cidade de Campinas-SP e especializada em arteterapia junguiana, faz um trabalho perfeito na técnica do Biscuit. Você poderá encomendar suas peças diretamente em sua página do Facebook Karina Zanelli Biscuit.

Veja, alguns trabalhos da Karina Zanelli:

E para casamentos:

Jpeg

 

O fantástico trabalho de Ágnes Herczeg

Ágnes Herczeg nasceu na cidade de Kecskemét, na Hungria. Estudou na Universidade Húngara de Belas Artes (1992-1997).

As informações que constam neste post (e no qual você poderá comprar os trabalhos) poderão ser conferidas no site de Ágnes Herczeg. Os trabalhos custam em média U$ 200.

Ágnes se especializou no artesanato de bordados e rendas (renda de agulha, renda de almofada, macramé, trança etc.). Ela usa apenas materiais naturais de origem vegetal: fios, fios, têxteis, bem como ramos de árvores, raízes, frutas e sementes.
Combina várias técnicas em seus trabalhos: o artesanato tradicional é complementado com madeira natural e material cerâmico para formar a imagem.


O design é uma parte importante do processo criativo porque ela tem que pensar não só na aparência visual do trabalho, mas também na estrutura geral e na ordem dos passos individuais.

O processo de criação de renda é uma ocupação extremamente demorada, são vários dias apenas para completar uma pequena peça. Seus trabalhos são usados na decoração de paredes (escultura de parede) auxiliando no design de interiores clássicos e modernos.

Faça um curso de tecelagem manual em Penedo com O tecelão Rodrigo

Iniciamos nossos posts sobre a Finlândia falando sobre O Tecelão Rodrigo que fincou raízes na cidade de Penedo, tendo contato com finlandeses que praticamente fundaram essa cidade brasileira (para dizer a verdade – atualmente é um bairro da cidade de Itatiaia) no tocante a Tecelagem manual.

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Fizemos uma visita ao Rodrigo para conhecer de perto o trabalho impar que realiza, seja dando cursos locais e à distância, até colaborações com trabalhos sociais. Ainda mais, você poderá encomendar um trabalho produzido na tecelagem manual – o que lhe confere uma beleza impar e nos remete a tempos remotos, desde quando se cruzou os primeiros fios do urdume e trama.

Primeiro tear construído pelo próprio Rodrigo, com auxílio de um finlandês autentico especializado nessa área – com diz o Rodrigo em seu Blog – Niilo Valtonen, o primeiro fabricante de teares manuais do Brasil:

Rodrigo tecendo no Tear Finlandês:

A montagem do urdume é trabalhosa, mas vale a pena:

Diz Rodrigo em outro Blog de sua autoria: “Quando os Finlandêses chegaram aqui em 1929, ficaram encantados com a variedade de fibras naturais e começaram a tecer com todos os materiais que encontravam na natureza: Cipós, palhas de Taboa, hastes de Capituva e a Bucha, que veio a se tornar uma marca registrada do artesanato de Penedo. Era muito comum encontrar os bonés, as sandálias e os tapetes de sauna, tecidos com bucha, num processo muito curioso, pois era necessário tecer com a bucha molhada e macia, e a cada batida do pente espirrava água para todos os lados, os teares ficavam encharcados e as varandas molhadas. Coisas de finlandês vivendo no calor tropical!
Com os outros materiais, eram tecidos jogos americanos, luminárias, descansos de panelas e centros de mesa, que eu continuo tecendo até hoje e são o carro chefe de minha produção”.

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E qual a dica que damos? Ir fazer um curso com O Tecelão Rodrigo em Penedo, RJ. Você marca o curso e poderá ficar hospedado(a) na Pousada Rainha da Mata que fica em Penedo e numa alegre caminhada poderá ir a pé até O Tecelão:

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É uma pousada nova e alegremente decorada. O café da manhã é muito bom e com pães feitos na própria pousada.

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E para almoçar existem várias opções na cidade. Tem um restaurante em que a nutricionalista supervisiona de perto os pratos, sempre no caminho de atender bem. Existem vários pratos disponíveis com carnes e peixes, mas ganha destaque suas opções vegetarianas (lembrando que quando os Finlandeses chegaram, eram vegetarianos – isso em 1925). Pratos com cogumelos frescos e a novidade do nhoque de Inhame.

Restaurante Petit Gourmet:

Bom curso, bom passeio e boa comida.

Artesanato em números

feira

Em 2006 a Mega Artesanal promoveu uma palestra com o Joelmir Beting para inaugurar aquela edição da Feira. Tive a oportunidade de acompanhar e me surpreendeu a quantidade de dados sobre o mercado de artesanato que o brilhante jornalista possuía.

Não me recordo os números que ele apresentou na época, mas o IBGE estima que 8,5 milhões de pessoas participam desse mercado, movimentado R$ 50 bilhões.

O desafio é aumentar a nossa fatia desse bolo. Neste ano escrevemos sobre a necessidade de inovar, criar produtos novos, diferenciados e focar no seu consumidor.

As feirinhas de artesanato estão cada vez mais iguais, o público busca novidades, regionalismos, personalização, se você ainda está restrita aos modelos das revistas, a papéis impressos, aproveite o fim do ano para planejar um 2015 diferente. Estaremos juntos!

Referência

  1. Foto:fEirA artEsAnAtO de fAmAlicÃo (Vânia Kosta / flickr)
  2. Estadão PME: Artesanato já movimenta R$ 50 bilhões por ano no Brasil e envolve 8,5 milhões de pessoas

Artesanato local

Aeroporto Pampulha

A cada ano aumenta o número de turistas no Brasil, tanto brasileiros como estrangeiros. Você já deve ter notado esse aumento na sua cidade. Notou? E o que fez a respeito?

Nas minhas viagens busco artistas de rua, feiras de artesanato, lojas de lembranças e sinto falta de uma lembrança daquela cidade, museu, parque. Quando existe, normalmente é um objeto no qual poderia substituir o nome pelo o de qualquer outro local.

Há alguns anos desenvolvemos uma pesquisa para elaborar um produto que representasse nossa sede em Jarinu – SP.

O trabalho é pesado, passa pelas atrações turísticas do município, atividade econômica, significado do nome e cores da cidade.

Depois, temos que pensar no suporte, será uma camiseta, imã de geladeira, caixa, cerâmica?

Você desenvolve a arte regional? já a pesquisou? O que você fez que é a cara da sua cidade?

A era de assistir um passo-a-passo na TV, reproduzi-lo fielmente e viver da mesma peça pasteurizada e desalmada já ficou no passado, se é que tivemos uma época assim. É necessário produzir algo diferente, aquela peça que seu cliente irá guardar pelo resto da vida.

Eu tenho algumas peças que comprei em viagens, algumas nem tem o nome da cidade, mas são únicas. As suas são?

Referência

  1. Foto: Aeroporto Pampulha (rmpinho / morgueFile)

 

O que é artesão?

molde Barro

No último mês comentamos sobre a diferença entre artesão e artista. Vamos aprofundar a questão do artesão, afinal, será que todo trabalho manual pode ser considerado artesanato?

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior cuida do PAB – Programa do Artesanato Brasileiro, nele há uma definição clara do que é artesão:

É o trabalhador que de forma individual exerce um ofício manual, transformando a matéria-prima bruta ou manufaturada em produto acabado. Tem o domínio técnico sobre materiais, ferramentas e processos de produção artesanal na sua especialidade, criando ou produzindo trabalhos que tenham dimensão cultural, utilizando técnica predominantemente manual, podendo contar com o auxílio de equipamentos, desde que não sejam automáticos ou duplicadores de peças [2].

O programa separa do conceito de artesão o trabalhador manual, pois não pode ser considerado artesão aquele que se dedica somente a reproduzir habilidades aprendidas através de programas de TV, revistas ou livros.

Não basta dominar a técnica, é necessário adicionar identidade cultural, criatividade. O PAB assim descreve o trabalhador manual:

Apesar de exigir destreza e habilidade, a matéria-prima não passa por transformação. Em geral são utilizados moldes pré-definidos e materiais industrializados. As técnicas são aprendidas em cursos rápidos oferecidos por entidades assistenciais ou fabricantes de linhas, tintas e insumos.

Normalmente é uma ocupação secundária, realizada no intervalo das tarefas domésticas ou como passatempo. Em alguns casos, configura-se como produção terceirizada de grandes comerciantes de peças acabadas que utilizam aplicações de rendas e bordados como elemento de diferenciação comercial. São produtos sem identidade cultural e de baixo valor agregado [2].

A maioria das pessoas começa com trabalhos manuais e gradativamente vai acrescentando sua personalidade nos trabalhos, transformando-se em um artesão, um mestre em seu ofício.

Por fim, o manual reforça nossa separação entre artista e artesão apresentada no post anterior:

O artista necessita dominar a matéria-prima como o faz o artesão, mas está livre da ação repetitiva frente a um modelo ou protótipo escolhido, partindo sempre para fazer algo que seja de sua própria criação. Já o artesão quando encontra e elege um modelo que o satisfaz quanto à solução e forma, inicia um processo de reprodução a partir da matriz original, obedecendo a um padrão de trabalho que é a afirmação de sua capacidade de expressão. A obra de arte é peça única que pode, em algumas situações, ser tomada como referência e ser reproduzida como artesanato.

Nossos trabalhos também refletem essa classificação, ora produzimos um trabalho manual, ora um artesanato, ora uma obra de arte, os rótulos não são fixos.

A Soliarte sempre focou em um quarto personagem: o hobbysta, aquele que utiliza o trabalho manual como lazer, uma alternativa ao stress do dia a dia.

Referência

  1. foto: Throwing 1 (Sarah Vaughan / stock.xchng)
  2. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior: Base Conceitual do Artesanato Brasileiro

Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana

grandesMestres

 

Até 19 de janeiro está em exposição na FIESP uma grande mostra de arte popular dos diversos países da América Latina.

Não se trata de um panorama histórico, mas sim, a produção contemporânea de 500 artistas, 50 etnias, de 22 países entre 2007 e 2012.

A arte popular reflete a cultura de cada região, materializada com os mais diversos materiais, de cerâmica e madeira à ossos e metais. A exposição está dividida conforme o material utilizado na elaboração de cada peça. Assim podemos ver a criatividade e a diversidade de técnicas para trabalhar com matérias semelhantes.

É raro uma exposição tão ampla, se estiver em São Paulo, vale a pena passar na Paulista e conhecer a exposição. Inspire-se!

Referência

Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana

Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso

av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô

até 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h

Entrada Gratuita

Nazaré das Farinhas

No interior da Bahia acontece anualmente a Feira de Caxixi. Existem outras cidades que fazem Feira do Caxixi. A Feira de Nazaré das Farinhas é a pioneira. Diz a história que um artesão com barco lotado de peças de barro chegou na cidade e vendeu tudo. E todo ano ele voltava para Nazaré e vendia suas peças. E foi trazendo outros artesãos para a Feira e ai está.

Artesanato brasileiro.

Afinal, o que é Caxixi?

Segundo o o dicionário Aulete:
(ca.xi.xi)

Bras. Mús. Instrumento de percussão que consiste numa pequena cesta de vime fechada, contendo sementes secas.