Nina Pandolfo e as meninas

Entao Ela Se Fez Bonita
Entao Ela Se Fez Bonita (Nina Pandolfo)

As vezes nós conhecemos a obra e só depois descobrimos o artista responsável, assim conheci a Nina Pandolfo, primeiro as obras, depois a artista.

No ano passado São Paulo recebeu a exposição Serendipidade, o Serginho Grisman exibiu no Altas Horas sua reportagem com a Nina e a exposição.

É interessante que a Nina busca fugir de rótulos, afinal, qual a diferença se ela é grafiteira ou artista plástica? O que realmente importa é a qualidade do material produzido, o desenho, a composição de cores.

No You Tube está disponível uma entrevista da Nina contando toda sua história, influências e o mercado da arte (parte">parte" />1, parte 2, parte 3):


No site da Nina é possível conhecer diversas obras da Artista.

A geometria de Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes - o mágico

Em busca de inspiração para seus trabalhos?

Muitos artesãos se limitam ao que já está pronto, como papéis e guardanapos. É necessário se diferenciar e a arte pode ser uma excelente forma de inspiração, no ano passado falamos da Adriana Varejão.

Hoje o destaque é Beatriz Milhazes, uma das principais artistas contemporâneas do Brasil

Em 2013 a Beatriz concedeu uma interessante entrevista para o programa Starte da Globo News, destaco o trecho no qual ela mostra seu meticuloso processo de criação.

Os quadros que conheço da Beatriz são precisos, a geometria sempre está presente aliada à uma inesquecível combinação de cores.

A Leíse Paim escreveu sobre a experiência de ter Beatriz Milhazes como professora, com novos detalhes sobre a composição dos trabalhos, destacando a pintura em camadas.

Esse contato com novas técnicas e ideias é fundamental para aprimorar nosso trabalho.

Exposição

Até o próximo dia 23/02/2014 a exposição Meu Bem, que reúne as principais obras da artista estará em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer.

Riusuke Fukahori – pintura 3D

peixe3D

Quando a Gato Preto lançou o vidro líquido logo notei que estava diante de um produto revolucionário, com as mais diversas aplicações. Os concorrentes também notaram, hoje toda empresa tem sua versão da resina que imita vidro.

Fizemos vários testes, mas a aplicação mais interessante – preencher os espaços – permitindo fazer uma bandeja com fundo de conchas foi desestimulada em virtude do baixo rendimento da resina, o que encarece muito os trabalhos com o material.

O Artista Riusuke Fukahori desenvolveu uma inacreditável técnica de pintura 3D, é difícil imaginar que ele pinta cada camada, intercalando com uma resina semelhante a do vidro liquido. Veja o processo neste vídeo (YouTube / Vímeo):

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" />#8220;Goldfish Salvation” Riusuke Fukahori from ICN gallery on Vimeo.

Mais trabalhos estão disponíveis no site do artista, em japonês.

Associo a técnica à découpage 3D e a arte francesa, a diferença é que o Riusuke Fukahori não está restrito ao papel desenhado, pode desenvolver a técnica criando as mais diversas – e únicas – obras.

E aí? Pronto para experimentar a pintura 3D?

Referência

  1. Foto: Goldfishing
  2. Catraca Livre: Veja os peixes 3D do artista Riusuke Fukahori

 

Artesão ou artista?

pincel

Muitos aplicam os termos como sinônimos, afinal a evolução humana está transformando todos os artesãos em artistas. Olhando para trás, são conceitos que não se confundem, a diferença está na origem da atividade e na finalidade da produção.

O artesão é a origem de toda a manufatura, a indústria surgiu a partir das inovações de artesãos e corporações de ofícios. Portanto, o principal foco do artesão é a produção, o volume. A maioria dos artesãos ganham com a venda de diversas unidades de sua manufatura.

Os artesãos se concentravam na marcenaria, fundição, construção civil, padeiros, etc. Reunidos em corporações, controlavam o mercado e restringiam a quantidade de pessoas que poderiam exercer a profissão, os mestres escolhiam aprendizes para perpetuar suas técnicas.

A Revolução Industrial acabou com as corporações de ofícios e seus liceus. Esse momento marcou a migração dos artesãos para as fábricas ou para o setor artístico.

O artista tem um foco diferente, de interação social, reflexão. Não está relacionado com volume de produção.

A arte, por sua vez, não está mais vinculada ao conceito de belo, como bem comentou o Eduardo Srur na CBN (artista que elaborou o labirinto de lixo reciclado no Ibirapuera). Isso me lembra o trabalho da Adriana Varejão.

Artistas e artesãos tem origem histórica muito distinta, com diferenças até mesmo sociais, mas são termos a cada dia mais próximos, certamente se tornarão sinônimos.

Referência

Foto: photl.com

The men build and the women decorate with a symbolic meaning

Publicado no SustentArqui

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A tribo Gurunsi (Kassena) vive na região do Tiebélé na fronteira de Ghana e Burkina Faso; pequeno país na África que não é muito conhecido, nem possui muitos recursos ou riqueza econômica, mas possui matérias-primas abundantes e um rico e bonito exemplo de bioarquitetura de aldeias, feitas de casas de terra ornamentadas. Casas de terra da tribo Gurunsi em Burkina Faso.
SustentArqui – http://sustentarqui.com.br/construcao/casas-de-terra-gurunsi-burkina-faso

Sobre o SustentArqui – Ideias Construtivas Sustentáveis Um portal de informações e notícias sobre arquitetura e construção sustentável, destinado a quem busca construir de forma ecoeficiente e menos prejudicial ao meio ambiente.

 

Anderson Lima e o biscuit

Anderson Lima

Biscuit é uma das técnicas de artesanato mais interessantes, seja pela liberdade de criação, seja o custo reduzido ou a dificuldade de plágio. A maior parte dos trabalhos retratam características do artista os modelou.

O Anderson Lima foi o artista responsável por difundir essa técnica na Soliarte. As obras que expôs em nossas lojas sempre despertaram muita atenção.

publicamos várias dicas do Anderson no site. Agora o Anderson lançou um site com seu portfólio, vale a pena conhecer.

Adriana Varejão

Panorama da Guanabara, 2012
Panorama da Guanabara, 2012

Adriana Varejão é uma das principais artistas brasileiras da atualidade. Já comentamos sobre o trabalho dela quando falamos de Inhotim.

No fim de 2012 o MAM/SP realizou uma abrangente exposição da carreira da Artista (Histórias às Margens). Confesso que não fui preparado o suficiente para a exposição. De surpresa à angustia, os mais diversos sentimentos afloraram. É impossível ficar impassível diante das obras.

Conversando com a nossa equipe que visitou a exposição, conseguimos uma dimensão maior da obra, desde as entranhas que estão escondidas pelas mais diversas fachadas ao sangue que escorre no mundo, enfim, há uma infinidade de leituras.

Azulejaria verde em carne viva, 2000
Azulejaria verde em carne viva, 2000

É difícil acreditar que se trata de pintura, ainda mais sem poder tocar nas peças. Adriana confirmou na entrevista ao programa Starte (Globo News) que tudo é pintura, vale a pena assistir a matéria, destaco a visita ao ateliê da Artista.

Diferente de outros artistas, a Adriana emprega as mais variadas técnicas e materiais em seus trabalhos, há alumínio, poliuretano, tela, madeira, azulejos portugueses, barrocos, geométricos e muito mais, normalmente com pintura a óleo.

Referência

  1. Fotos: obras de Adriana Varejão, disponíveis no site oficial da Artista.