O fantástico trabalho de Ágnes Herczeg

Ágnes Herczeg nasceu na cidade de Kecskemét, na Hungria. Estudou na Universidade Húngara de Belas Artes (1992-1997).

As informações que constam neste post (e no qual você poderá comprar os trabalhos) poderão ser conferidas no site de Ágnes Herczeg. Os trabalhos custam em média U$ 200.

Ágnes se especializou no artesanato de bordados e rendas (renda de agulha, renda de almofada, macramé, trança etc.). Ela usa apenas materiais naturais de origem vegetal: fios, fios, têxteis, bem como ramos de árvores, raízes, frutas e sementes.
Combina várias técnicas em seus trabalhos: o artesanato tradicional é complementado com madeira natural e material cerâmico para formar a imagem.


O design é uma parte importante do processo criativo porque ela tem que pensar não só na aparência visual do trabalho, mas também na estrutura geral e na ordem dos passos individuais.

O processo de criação de renda é uma ocupação extremamente demorada, são vários dias apenas para completar uma pequena peça. Seus trabalhos são usados na decoração de paredes (escultura de parede) auxiliando no design de interiores clássicos e modernos.

Faça um curso de tecelagem manual em Penedo com O tecelão Rodrigo

Iniciamos nossos posts sobre a Finlândia falando sobre O Tecelão Rodrigo que fincou raízes na cidade de Penedo, tendo contato com finlandeses que praticamente fundaram essa cidade brasileira (para dizer a verdade – atualmente é um bairro da cidade de Itatiaia) no tocante a Tecelagem manual.

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Fizemos uma visita ao Rodrigo para conhecer de perto o trabalho impar que realiza, seja dando cursos locais e à distância, até colaborações com trabalhos sociais. Ainda mais, você poderá encomendar um trabalho produzido na tecelagem manual – o que lhe confere uma beleza impar e nos remete a tempos remotos, desde quando se cruzou os primeiros fios do urdume e trama.

Primeiro tear construído pelo próprio Rodrigo, com auxílio de um finlandês autentico especializado nessa área – com diz o Rodrigo em seu Blog – Niilo Valtonen, o primeiro fabricante de teares manuais do Brasil:

Rodrigo tecendo no Tear Finlandês:

A montagem do urdume é trabalhosa, mas vale a pena:

Diz Rodrigo em outro Blog de sua autoria: “Quando os Finlandêses chegaram aqui em 1929, ficaram encantados com a variedade de fibras naturais e começaram a tecer com todos os materiais que encontravam na natureza: Cipós, palhas de Taboa, hastes de Capituva e a Bucha, que veio a se tornar uma marca registrada do artesanato de Penedo. Era muito comum encontrar os bonés, as sandálias e os tapetes de sauna, tecidos com bucha, num processo muito curioso, pois era necessário tecer com a bucha molhada e macia, e a cada batida do pente espirrava água para todos os lados, os teares ficavam encharcados e as varandas molhadas. Coisas de finlandês vivendo no calor tropical!
Com os outros materiais, eram tecidos jogos americanos, luminárias, descansos de panelas e centros de mesa, que eu continuo tecendo até hoje e são o carro chefe de minha produção”.

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E qual a dica que damos? Ir fazer um curso com O Tecelão Rodrigo em Penedo, RJ. Você marca o curso e poderá ficar hospedado(a) na Pousada Rainha da Mata que fica em Penedo e numa alegre caminhada poderá ir a pé até O Tecelão:

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É uma pousada nova e alegremente decorada. O café da manhã é muito bom e com pães feitos na própria pousada.

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E para almoçar existem várias opções na cidade. Tem um restaurante em que a nutricionalista supervisiona de perto os pratos, sempre no caminho de atender bem. Existem vários pratos disponíveis com carnes e peixes, mas ganha destaque suas opções vegetarianas (lembrando que quando os Finlandeses chegaram, eram vegetarianos – isso em 1925). Pratos com cogumelos frescos e a novidade do nhoque de Inhame.

Restaurante Petit Gourmet:

Bom curso, bom passeio e boa comida.

Nina Pandolfo e as meninas

Entao Ela Se Fez Bonita
Entao Ela Se Fez Bonita (Nina Pandolfo)

As vezes nós conhecemos a obra e só depois descobrimos o artista responsável, assim conheci a Nina Pandolfo, primeiro as obras, depois a artista.

No ano passado São Paulo recebeu a exposição Serendipidade, o Serginho Grisman exibiu no Altas Horas sua reportagem com a Nina e a exposição.

É interessante que a Nina busca fugir de rótulos, afinal, qual a diferença se ela é grafiteira ou artista plástica? O que realmente importa é a qualidade do material produzido, o desenho, a composição de cores.

No You Tube está disponível uma entrevista da Nina contando toda sua história, influências e o mercado da arte (parte">parte" />1, parte 2, parte 3):


No site da Nina é possível conhecer diversas obras da Artista.

A geometria de Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes - o mágico

Em busca de inspiração para seus trabalhos?

Muitos artesãos se limitam ao que já está pronto, como papéis e guardanapos. É necessário se diferenciar e a arte pode ser uma excelente forma de inspiração, no ano passado falamos da Adriana Varejão.

Hoje o destaque é Beatriz Milhazes, uma das principais artistas contemporâneas do Brasil

Em 2013 a Beatriz concedeu uma interessante entrevista para o programa Starte da Globo News, destaco o trecho no qual ela mostra seu meticuloso processo de criação.

Os quadros que conheço da Beatriz são precisos, a geometria sempre está presente aliada à uma inesquecível combinação de cores.

A Leíse Paim escreveu sobre a experiência de ter Beatriz Milhazes como professora, com novos detalhes sobre a composição dos trabalhos, destacando a pintura em camadas.

Esse contato com novas técnicas e ideias é fundamental para aprimorar nosso trabalho.

Exposição

Até o próximo dia 23/02/2014 a exposição Meu Bem, que reúne as principais obras da artista estará em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer.

Riusuke Fukahori – pintura 3D

peixe3D

Quando a Gato Preto lançou o vidro líquido logo notei que estava diante de um produto revolucionário, com as mais diversas aplicações. Os concorrentes também notaram, hoje toda empresa tem sua versão da resina que imita vidro.

Fizemos vários testes, mas a aplicação mais interessante – preencher os espaços – permitindo fazer uma bandeja com fundo de conchas foi desestimulada em virtude do baixo rendimento da resina, o que encarece muito os trabalhos com o material.

O Artista Riusuke Fukahori desenvolveu uma inacreditável técnica de pintura 3D, é difícil imaginar que ele pinta cada camada, intercalando com uma resina semelhante a do vidro liquido. Veja o processo neste vídeo (YouTube / Vímeo):

">YouTube / Vímeo):

" />#8220;Goldfish Salvation” Riusuke Fukahori from ICN gallery on Vimeo.

Mais trabalhos estão disponíveis no site do artista, em japonês.

Associo a técnica à découpage 3D e a arte francesa, a diferença é que o Riusuke Fukahori não está restrito ao papel desenhado, pode desenvolver a técnica criando as mais diversas – e únicas – obras.

E aí? Pronto para experimentar a pintura 3D?

Referência

  1. Foto: Goldfishing
  2. Catraca Livre: Veja os peixes 3D do artista Riusuke Fukahori

 

Artesão ou artista?

pincel

Muitos aplicam os termos como sinônimos, afinal a evolução humana está transformando todos os artesãos em artistas. Olhando para trás, são conceitos que não se confundem, a diferença está na origem da atividade e na finalidade da produção.

O artesão é a origem de toda a manufatura, a indústria surgiu a partir das inovações de artesãos e corporações de ofícios. Portanto, o principal foco do artesão é a produção, o volume. A maioria dos artesãos ganham com a venda de diversas unidades de sua manufatura.

Os artesãos se concentravam na marcenaria, fundição, construção civil, padeiros, etc. Reunidos em corporações, controlavam o mercado e restringiam a quantidade de pessoas que poderiam exercer a profissão, os mestres escolhiam aprendizes para perpetuar suas técnicas.

A Revolução Industrial acabou com as corporações de ofícios e seus liceus. Esse momento marcou a migração dos artesãos para as fábricas ou para o setor artístico.

O artista tem um foco diferente, de interação social, reflexão. Não está relacionado com volume de produção.

A arte, por sua vez, não está mais vinculada ao conceito de belo, como bem comentou o Eduardo Srur na CBN (artista que elaborou o labirinto de lixo reciclado no Ibirapuera). Isso me lembra o trabalho da Adriana Varejão.

Artistas e artesãos tem origem histórica muito distinta, com diferenças até mesmo sociais, mas são termos a cada dia mais próximos, certamente se tornarão sinônimos.

Referência

Foto: photl.com

The men build and the women decorate with a symbolic meaning

Publicado no SustentArqui

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A tribo Gurunsi (Kassena) vive na região do Tiebélé na fronteira de Ghana e Burkina Faso; pequeno país na África que não é muito conhecido, nem possui muitos recursos ou riqueza econômica, mas possui matérias-primas abundantes e um rico e bonito exemplo de bioarquitetura de aldeias, feitas de casas de terra ornamentadas. Casas de terra da tribo Gurunsi em Burkina Faso.
SustentArqui – http://sustentarqui.com.br/construcao/casas-de-terra-gurunsi-burkina-faso

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