Vem aí a Mega Artesanal 2014

 

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No próximo mês será realizada mais uma edição da Mega Artesanal, a principal feira do setor.

No ano passado visitei a Feira no sábado, na área do varejo mal dava para caminhar entre os corredores. Espero que nesta edição os organizadores providenciem algumas “avenidas” amplas para facilitar a circulação.

Muitas pessoas aproveitam para adquirir os mais diversos produtos e saem carregando um monte de sacolas, estão equivocadas.

O melhor da feira é a oportunidade de conhecer novos produtos, técnicas e idéias. Recomendo que você dedique a maior parte do tempo para visitar o pavilhão das indústrias e as exposições de trabalhos.

Visite a feira com tempo, permaneça o dia inteiro ou mais de um dia, com isso você pode aproveitar os diversos cursos disponíveis. Novamente é necessário calma, muitos se acotovelam para pintar um molde qualquer de papel. Foque nos produtos e técnicas que você não conhece, encare de forma produtiva essa oportunidade.

Por fim, o estacionamento no Centro Imigrantes é caro, só compensa se você for com outras pessoas à Feira. Opte pelo transporte oferecido pelos organizadores, vamos torcer que neste ano eles substituam as vans por ônibus.

Nos vemos por lá!

Referência

Mega Artesanal

Centro de Exposições Imigrantes

Rod. Dos Imigrantes, Km. 1,5 – São Paulo

Transporte gratuito partindo da Estação Jabaquara do Metrô

Dia 22 de Julho – Dia especial para o lojista – Das 10h00 às 19h00
De 23 a 26 de Julho – Das 10h00 às 19h00

Ingresso: R$ 20,00

Riusuke Fukahori – pintura 3D

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Quando a Gato Preto lançou o vidro líquido logo notei que estava diante de um produto revolucionário, com as mais diversas aplicações. Os concorrentes também notaram, hoje toda empresa tem sua versão da resina que imita vidro.

Fizemos vários testes, mas a aplicação mais interessante – preencher os espaços – permitindo fazer uma bandeja com fundo de conchas foi desestimulada em virtude do baixo rendimento da resina, o que encarece muito os trabalhos com o material.

O Artista Riusuke Fukahori desenvolveu uma inacreditável técnica de pintura 3D, é difícil imaginar que ele pinta cada camada, intercalando com uma resina semelhante a do vidro liquido. Veja o processo neste vídeo (YouTube / Vímeo):

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" />#8220;Goldfish Salvation” Riusuke Fukahori from ICN gallery on Vimeo.

Mais trabalhos estão disponíveis no site do artista, em japonês.

Associo a técnica à découpage 3D e a arte francesa, a diferença é que o Riusuke Fukahori não está restrito ao papel desenhado, pode desenvolver a técnica criando as mais diversas – e únicas – obras.

E aí? Pronto para experimentar a pintura 3D?

Referência

  1. Foto: Goldfishing
  2. Catraca Livre: Veja os peixes 3D do artista Riusuke Fukahori

 

Mosaic Arts International, em Houston – The Best – maio 2014

 

Atsuko Laskaris

 

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A artista Atsuko Laskaris nasceu no Japão. Ainda criança adorava desenhar, ler, cantar e falar. Quando seus amigos estavam estudando ela estava sonhando. Se formou em Arte e Design na Seian Universidade, em Kyoto, 1988. Especializou-se em arte têxtil, tecelagem e, se apaixonou pela arte de vidro, Atualmente trabalha como artista de mosaico em San Diego, CA.

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Atsuko Laskaris criou uma obra fantástica e merecidamente foi pemiada.

A peça “Water Lilly” (abaixo) foi considerada a melhor pela Sociedade de mosaico American Artists na exposição

Mosaic Arts International, em Houston, abril-maio ​​de 2014.

 

 

 

O que é artesão?

molde Barro

No último mês comentamos sobre a diferença entre artesão e artista. Vamos aprofundar a questão do artesão, afinal, será que todo trabalho manual pode ser considerado artesanato?

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior cuida do PAB – Programa do Artesanato Brasileiro, nele há uma definição clara do que é artesão:

É o trabalhador que de forma individual exerce um ofício manual, transformando a matéria-prima bruta ou manufaturada em produto acabado. Tem o domínio técnico sobre materiais, ferramentas e processos de produção artesanal na sua especialidade, criando ou produzindo trabalhos que tenham dimensão cultural, utilizando técnica predominantemente manual, podendo contar com o auxílio de equipamentos, desde que não sejam automáticos ou duplicadores de peças [2].

O programa separa do conceito de artesão o trabalhador manual, pois não pode ser considerado artesão aquele que se dedica somente a reproduzir habilidades aprendidas através de programas de TV, revistas ou livros.

Não basta dominar a técnica, é necessário adicionar identidade cultural, criatividade. O PAB assim descreve o trabalhador manual:

Apesar de exigir destreza e habilidade, a matéria-prima não passa por transformação. Em geral são utilizados moldes pré-definidos e materiais industrializados. As técnicas são aprendidas em cursos rápidos oferecidos por entidades assistenciais ou fabricantes de linhas, tintas e insumos.

Normalmente é uma ocupação secundária, realizada no intervalo das tarefas domésticas ou como passatempo. Em alguns casos, configura-se como produção terceirizada de grandes comerciantes de peças acabadas que utilizam aplicações de rendas e bordados como elemento de diferenciação comercial. São produtos sem identidade cultural e de baixo valor agregado [2].

A maioria das pessoas começa com trabalhos manuais e gradativamente vai acrescentando sua personalidade nos trabalhos, transformando-se em um artesão, um mestre em seu ofício.

Por fim, o manual reforça nossa separação entre artista e artesão apresentada no post anterior:

O artista necessita dominar a matéria-prima como o faz o artesão, mas está livre da ação repetitiva frente a um modelo ou protótipo escolhido, partindo sempre para fazer algo que seja de sua própria criação. Já o artesão quando encontra e elege um modelo que o satisfaz quanto à solução e forma, inicia um processo de reprodução a partir da matriz original, obedecendo a um padrão de trabalho que é a afirmação de sua capacidade de expressão. A obra de arte é peça única que pode, em algumas situações, ser tomada como referência e ser reproduzida como artesanato.

Nossos trabalhos também refletem essa classificação, ora produzimos um trabalho manual, ora um artesanato, ora uma obra de arte, os rótulos não são fixos.

A Soliarte sempre focou em um quarto personagem: o hobbysta, aquele que utiliza o trabalho manual como lazer, uma alternativa ao stress do dia a dia.

Referência

  1. foto: Throwing 1 (Sarah Vaughan / stock.xchng)
  2. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior: Base Conceitual do Artesanato Brasileiro

Artesão ou artista?

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Muitos aplicam os termos como sinônimos, afinal a evolução humana está transformando todos os artesãos em artistas. Olhando para trás, são conceitos que não se confundem, a diferença está na origem da atividade e na finalidade da produção.

O artesão é a origem de toda a manufatura, a indústria surgiu a partir das inovações de artesãos e corporações de ofícios. Portanto, o principal foco do artesão é a produção, o volume. A maioria dos artesãos ganham com a venda de diversas unidades de sua manufatura.

Os artesãos se concentravam na marcenaria, fundição, construção civil, padeiros, etc. Reunidos em corporações, controlavam o mercado e restringiam a quantidade de pessoas que poderiam exercer a profissão, os mestres escolhiam aprendizes para perpetuar suas técnicas.

A Revolução Industrial acabou com as corporações de ofícios e seus liceus. Esse momento marcou a migração dos artesãos para as fábricas ou para o setor artístico.

O artista tem um foco diferente, de interação social, reflexão. Não está relacionado com volume de produção.

A arte, por sua vez, não está mais vinculada ao conceito de belo, como bem comentou o Eduardo Srur na CBN (artista que elaborou o labirinto de lixo reciclado no Ibirapuera). Isso me lembra o trabalho da Adriana Varejão.

Artistas e artesãos tem origem histórica muito distinta, com diferenças até mesmo sociais, mas são termos a cada dia mais próximos, certamente se tornarão sinônimos.

Referência

Foto: photl.com

2014 National Cherry Blossom Festival Dates: March 20 – April 13

National Cherry Blosson Festival é um acontecimento muito especial e lindo. Um motivo a mais para visitar Washington e outras cidades americanas que se prepararam.Tudo projetado para que aconteça um evento especial na cidade, assim como é difícil de ver no Brasil, alguém se planejar e preparar durante anos a cidade para que fique linda aos olhos da população e atraindo inúmeros visitantes. Tudo é possível e a arrecadação das Prefeituras é enorme, basta gerir com inteligência os recursos e sem quere melhora as coisas somente para uns e não a maioria da população. A cidade de São Paulo tem uma mostra, já pensou todas as marginais com cerejeiras florindo ao mesmo tempo. Seria uma festa que traria inúmeros visitantes, montando palcos sobre os rio Tietê e Pinheiros onde teriam apresentações musicais, e principalmente oficinas de arte para a juventude e terceira idade. É bom sonhar, por enquanto é viajar para os EUA e curtir. E pintar parasóis em uma das oficinas montadas nos parques próximo da Casa Branca.

Depois de inverno rigoroso a alegria volta e todos nas ruas para o festival, lindo:

Abertura do festival em 2012:

The men build and the women decorate with a symbolic meaning

Publicado no SustentArqui

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A tribo Gurunsi (Kassena) vive na região do Tiebélé na fronteira de Ghana e Burkina Faso; pequeno país na África que não é muito conhecido, nem possui muitos recursos ou riqueza econômica, mas possui matérias-primas abundantes e um rico e bonito exemplo de bioarquitetura de aldeias, feitas de casas de terra ornamentadas. Casas de terra da tribo Gurunsi em Burkina Faso.
SustentArqui – http://sustentarqui.com.br/construcao/casas-de-terra-gurunsi-burkina-faso

Sobre o SustentArqui – Ideias Construtivas Sustentáveis Um portal de informações e notícias sobre arquitetura e construção sustentável, destinado a quem busca construir de forma ecoeficiente e menos prejudicial ao meio ambiente.

 

Feira do Empreendedor 2014

Feira do Empreendedor

 

Na próxima semana, 22 a 25/02/2014, será realizada uma nova edição da Feira do Empreendedor do Sebrae.

Evento imperdível, no qual é possível conhecer idéias de negócio, participar de palestras dos mais variados temas e principalmente esclarecer dúvidas com os consultores do Sebrae.

O Sebrae possui diversos programas para fortalecer o artesanato Brasileiro, desde melhorar a gestão até a qualidade dos produtos. Há projetos para a formação de cooperativas e associações e o premio TOP 100.

Não podemos nos concentrar somente nos eventos focados em artesanato, é necessário ampliar o foco, a inspiração costuma vir de onde menos esperamos.

Nos vemos por lá.

Referência

Feira do Empreendedor

Expo Center Norte

Rua José Bernardo Pinto, 333

São Paulo – SP

22 a 25 de fevereiro de 2014

10h às 21h (a partir do dia 24 a feira começa 13h)

Transporte Gratuito para o evento a partir da Estação Tietê do Metrô

Entrada Grátis

 

Alexandria’s “Year of the Arts”: looking ahead to 2014

Alexandria, VA, está ao lado da cidade de Washington, DC capital americana. Você poderá ir de Metrô (15 minutos) e na volta parar na estação Pentágono City localizada num complexo com Lojas enormes como a Best Buy e um Shopping interessante com Lojas Microsoft, Apple, de roupas, perfumes, etc.

Em Alexandria sua visita começa no prédio construído em homenagem ao Freemason (Franco maçom) George Washington, primeiro presidente americano – comandante geral das tropas que venceram os ingleses.

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Interessante que na pesquisa que fiz sobre a nota de One Dollar, na frente vemos a figura de George Washington:

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e no verso a frase tão conhecida: In God we trust (Nós acreditamos em Deus) e à esquerda o símbolo dos Freemasons – pirâmide com um olho . Fazendo um paralelo, na mesma época Mozart fazia sua obra Bodas de Fígaro que ridicularizava a nobreza (informação tirada de uma vivência de Mozart – Fundação Rosacruz da Espanha).

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Alexandria, VA

para conhecer a principal rua da cidade, descendo do Metro você pode pegar o ônibus gratuito:

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Não deixe de programar o almoço em Alexandria. Existem vários restaurantes mas indicamos o melhor grego da grande Washington:

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Alexandria e a arte: The Torpedo Factory Art Center

A Torpedo Factory surgiu através da associação de artistas que aproveitaram a antiga fábrica que funcionou no local

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E após as reformar surgiu o espaço dedicado à arte:

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localizada no Alexandria’s Potomac River atrai aproximadamente 500.000 visitantes anualmente. Eles visitam 82 artists’ studios, 6 galleries, 2workshops, e a Alexandria Archaeology Museum. E principalmente uma escola de arte: The Art League School. E você é convidado a tomar um café no Café by Bread & Chocolate.

Alguns artistas (abaixo uma mostra de suas peças) como Phyllist Roderer, Carl Talkov, Joyce Keister, Ruth Gowell, Lian Wei, Virginia Maxwell, entre outros:

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The Torpedo Factory Art Center tem mais de 165 visual artists que produzem nas técnicas: painting, ceramics, photography, jewelry, stained glass, fiber, printmaking and sculpture.

E mais 82 working artist studios:

Destacamos a

The  Art League School  que oferece aulas e workshops:

 

E o Alexandria Archaeology Museum com vários workshops também fica no local.

Vai para New York, Washington, Philadélfia – não deixe de dar um pulinho em Alexandria.