Saori – liberdade de expressão na arte da tecelagem

Acredite, a felicidade existe e está dentro de você.

Saori foi criada dentro do projeto de divulgar a arte da Tecelagem Manual mundo afora. Mostra e divulga a arte de se tecer à mão, visando a livre expressão e auto-desenvolvimento para todos, independentemente de sua capacidade física ou mental, idade ou aptidão artística. Tendo representações e cursos em várias partes do planeta. Sua base é no Japão, sendo forte no Canadá e Califórnia (Berkeley).

Terri’s Work:

A Tecelagem Saori é o puro improviso a partir do coração, sem um padrão pré-determinado pela mente. As cores aparecem, surgem naturalmente os projetos, e floresce a beleza vinda diretamente da intuição de cada pessoas que trabalha individualmente e em harmonia com o tear, com os fios e linhas, a iluminação naquele momento.
Saori é uma viagem interior profunda, ainda podemos apreciá-la socialmente, trabalhando ao lado de outros. Podemos também criar roupas, bolsas, tapetes, e muitos outros itens úteis que poderão ser apreciados por todos. Saori é divertido, e qualquer pessoa pode fazê-lo!

SAORI Piccolo40:

Loom

SAORI Piccolo40

“Saori” é uma marca comercial da Sakaiseikisangyou no Japão. Essa é a empresa que fabrica o tear Saori. “Sa” em “SAORI” (“ori” significa “tecer”) é um termo budista Zen, que significa “cada coisa tem sua própria qualidade única” ou “cada pessoa tem a sua própria qualidade única.”

Assim, devido a essas raízes espirituais, vivida e expressada pela fundadora Misao Jo (fez 104 anos em 2017), Saori é mais do que apenas uma técnica. Também é uma filosofia em que todas as pessoas são artistas: cada um de nós tem um poder latente intuitivo, que SAORI pode despertar. Uma estética que abraça a beleza natural dos “erros” não intencionais e estimula a exploração do desconhecido.
Pode ser traduzido como um movimento social que possibilita a reunião de diversas pessoas, onde um aprende com o outro. É especialmente um movimento para se incluir dentro de uma comunidade maior, pessoas que podem estar isoladas ou marginalizadas por causa da deficiência, idade, renda, excesso de trabalho, de cuidado, etnia, ou por outras razões.
Um percurso artístico e prático de meditação desenvolvida como terapia, reabilitação, recuperação de trauma, redução do stress, de construção de identidade, construção da comunidade, auto-suficiência econômica e holística, pode-se dizer humana.

Começou no Japão na década de 1960. Misao Jo decidiu tecer nos anos 50 uma faixa (obi) para seu quimono com a mão. Seu marido e filhos construíram-lhe um tear manual, e sua mãe de 84 anos de idade, ensinou-a a tecer!

No entanto, a Sra. Jo logo sentiu que sua tecelagem no estilo convencional estava imitando a regularidade e previsibilidade de uma máquina. Ela disse, “eu tenho um cérebro e emoção. Eu sou um ser humano. Vou tecer uma obi que esteja cheia de humanidade.” Ela se permitiu pular tópicos de uma forma não forçada mas rítmica, apresentando listras incomuns e franjas que resultaram na obra original de expressividade impressionante. Ela continuou experimentando, se divertindo em um grau que não acreditava ser possível.

Finalmente, ela trouxe seu trabalho ao proprietário de uma loja de kimono da moda. Para sua surpresa e alegria, ele comprou todo o trabalho que lhe mostrou, vendeu-a rapidamente, e pediu mais. Quando ela tentou preencher suas ordens para um padrão específico de acordo o que tinha feito anteriormente, no entanto, descobriu que sua alegria em tecelagem tinha se acabado. Percebendo que a espontaneidade era o segredo de seu sucesso, ela resolveu ensinar esta maneira maravilhosa de se tecer para a humanidade. Hoje, com 104 anos, ela ainda está envolvida com a tecelagem Saori.

SAORI CH60:

SAORI60

 

Self-innovation

Veja os produtos a venda na Saori Berkeley: http://www.saoriberkeley.com/looms.php

Faça um curso de tecelagem manual em Penedo com O tecelão Rodrigo

Iniciamos nossos posts sobre a Finlândia falando sobre O Tecelão Rodrigo que fincou raízes na cidade de Penedo, tendo contato com finlandeses que praticamente fundaram essa cidade brasileira (para dizer a verdade – atualmente é um bairro da cidade de Itatiaia) no tocante a Tecelagem manual.

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Fizemos uma visita ao Rodrigo para conhecer de perto o trabalho impar que realiza, seja dando cursos locais e à distância, até colaborações com trabalhos sociais. Ainda mais, você poderá encomendar um trabalho produzido na tecelagem manual – o que lhe confere uma beleza impar e nos remete a tempos remotos, desde quando se cruzou os primeiros fios do urdume e trama.

Primeiro tear construído pelo próprio Rodrigo, com auxílio de um finlandês autentico especializado nessa área – com diz o Rodrigo em seu Blog – Niilo Valtonen, o primeiro fabricante de teares manuais do Brasil:

Rodrigo tecendo no Tear Finlandês:

A montagem do urdume é trabalhosa, mas vale a pena:

Diz Rodrigo em outro Blog de sua autoria: “Quando os Finlandêses chegaram aqui em 1929, ficaram encantados com a variedade de fibras naturais e começaram a tecer com todos os materiais que encontravam na natureza: Cipós, palhas de Taboa, hastes de Capituva e a Bucha, que veio a se tornar uma marca registrada do artesanato de Penedo. Era muito comum encontrar os bonés, as sandálias e os tapetes de sauna, tecidos com bucha, num processo muito curioso, pois era necessário tecer com a bucha molhada e macia, e a cada batida do pente espirrava água para todos os lados, os teares ficavam encharcados e as varandas molhadas. Coisas de finlandês vivendo no calor tropical!
Com os outros materiais, eram tecidos jogos americanos, luminárias, descansos de panelas e centros de mesa, que eu continuo tecendo até hoje e são o carro chefe de minha produção”.

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E qual a dica que damos? Ir fazer um curso com O Tecelão Rodrigo em Penedo, RJ. Você marca o curso e poderá ficar hospedado(a) na Pousada Rainha da Mata que fica em Penedo e numa alegre caminhada poderá ir a pé até O Tecelão:

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É uma pousada nova e alegremente decorada. O café da manhã é muito bom e com pães feitos na própria pousada.

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E para almoçar existem várias opções na cidade. Tem um restaurante em que a nutricionalista supervisiona de perto os pratos, sempre no caminho de atender bem. Existem vários pratos disponíveis com carnes e peixes, mas ganha destaque suas opções vegetarianas (lembrando que quando os Finlandeses chegaram, eram vegetarianos – isso em 1925). Pratos com cogumelos frescos e a novidade do nhoque de Inhame.

Restaurante Petit Gourmet:

Bom curso, bom passeio e boa comida.